AS SOCIEDADES ESCLAVAGISTAS DA EUROPA: 2- ROMA ANTIGA

 

AS SOCIEDADES ESCLAVAGISTAS DA EUROPA: 2- ROMA ANTIGA

A cidade de Roma deu origem a uma das mais importantes civilizações da Antiguidade clássica.

Localização geográfica: Roma situa-se na região central da Península Itálica, junto ao rio Tibre. A Península Itálica é banhada por três mares: Mediterrâneo, Adriático e mar Tirreno.

A fundação da cidade de Roma: Segundo a história, os principais povos que estiveram na formação da civilização romana foram os Latinos e Etruscos, nos meados do século VIII a.C.

Segundo a lenda, a cidade de Roma foi fundada nos meados do século VIII a.C., no ano 753 a.n.e., pelos gémeos Rómulo e Remo de origem latina. No séc. VI a.n.e., a cidade foi conquistada pelos etruscos povos da Ásia Menor.  

CONDIÇÕES NATURAIS DA REGIÃO DE ROMA

O local onde nasceu a cidade de Roma tinha óptimas condições, a terra era fértil, o clima ameno, com colinas defensivas e um curso de água (o rio Tibre) navegável, para além da proximidade do mar.

O POVOAMENTO: O povoamento da Península Itálica fez se através da fixação de vários povos indo-europeus, a partir dos meados do II milénio a.n.e. até século VIII a.n.e.: Latinos, etruscos, gregos, sabinos, úmbrios, semitas, gauleses, cartagineses, entre outros.

ORGANIZAÇÃO SOCIAL:

A sociedade romana estava dividida em três grupos sociais: Patrícios, Plebeus e Escravos.

a) Patrícios – Classe dirigente, famílias ricas fundadoras da cidade; b) Plebeus – Povo em geral, homens livres (comerciantes, artesãos e pequenos proprietários); c) Escravos – Eram de várias origens. Constituíam a principal força de trabalho e o grupo mais oprimido. Existiam ainda, os Clientes, ex-escravos, abastados, protegidos pelos patrícios a quem prestavam vários serviços.

A ORIGEM DA ESCRAVATURA EM ROMA

O império romano, durante a sua existência, foi sustentado pelo trabalho escravo. Os escravos inicialmente eram obtidos na Ásia e África nas zonas sob o domínio de Roma. As principais fontes de obtenção de escravos eram: As guerras de conquistas (prisioneiros de guerra), dividas e a pirataria.

CARACTERÍSTICAS DA ESCRAVATURA EM ROMA

Em Roma existiam quatro tipos de escravos: Escravos do estado, urbanos, rurais e gladiadores. Os escravos recebiam um tratamento desumano e eram usados para todo tipo de serviços, tais como: Domésticos, agrícolas, nas minas, nas obras públicas, nas oficinas, como pedagogos (professores sobretudo os gregos letrados), como gladiadores (lutadores em espectáculos públicos entre si ou com feras).

A EVOLUÇÃO POLÍTICA DE ROMA: Monarquia, República e Império

1.       MONÁRQUIA (753 a.C. – 509 a.C.) – Era dirigida por um rei com poder absoluto assistido pelo Senado (conselho dos anciãos) e pela aristocracia (chefes das famílias ricas).

2.       REPÚBLICA (509 a.C. – 27 a.C.) - A República foi implantada pela aristocrática. A estrutura política da República subdividia-se em três órgãos: o Senado (órgão máximo, decidia sobre a paz e a guerra, etc.), Assembleia (elegia os magistrados e aprovavam certas leis), e os Magistraturas (executavam as leis).

 

3.       A FORMAÇÃO DO IMPÉRIO ROMANO

O Império Romano formou-se através de grandes guerras de conquista e expansão, realizadas entre os séculos V e I a.n.e., pelos romanos dominando países e estados vizinhos.

 O sucesso romano deveu-se à eficaz organização militar, ao exército disciplinado e bem equipado, a par da superioridade técnica desta civilização.

AS CONQUISTAS ROMANAS (séculos V a I a.n.e.)

Séculos V e III a.n.e.,

Roma conquistou toda a Península Itálica

Séculos III e II a.n.e

Roma conquistou a Sicília, a Península Ibérica, o Norte de África, Grécia, e os reinos helénicos da Ásia Menor

No Século I a.n.e

Com a conquista da Gália (actual França) e o Egipto, o Mediterrâneo passou a ser um         “ Lago romano”

Com estas conquistas, no século I a.n.e, Roma tornou-se a capital de um vasto império colonial, que se formara ao redor do mar Mediterrâneo, que passou a ser considerado o “ Lago romano”.

Nota: O Império – É um Estado constituído por vários territórios, (dos quais um exerce o domínio político e exploração económica dos outros), dirigido por um imperador com poder supremo sobre o estado.

O 1º IMPERADOR ROMANO

Octávio César Augusto, foi o 1º Imperador de Roma, em 27 a.n.e. Tinha poder absoluto ou centralizado, isto é, era: Chefe militar, administrativo, judicial, religioso e tinha o direito de vetar ou reprovar as decisões do Senado. Este poder forte e centralizado do imperador foi um dos factores de união e engrandecimento do Império Romano.

FACTORES DA CRISE E QUEDA DO IMPÉRIO ROMANO: Finais do século IV n.e., ano 476

1.       Factores internos:

§   Revolta dos camponeses e dos escravos.

§   Ambição pelo poder - Que provocou lutas políticas e sociais enfraquecendo o Império tornando-o vulnerável às ameaças externas.

2.        Factores externos - Invasão e conquista de Roma Pelos bárbaros, nos finais do século IV, ano 476 n.e.

A CULTURA GRECO-ROMANA

 Depois da conquista da Grécia, a arte e a cultura romana sofreu a influência grega. Com a expansão e a formação do Império Romano, verificou-se a difusão da cultura greco-romana. Por todo o império, os romanos difundiram a sua língua (o latim), os seus costumes, a religião, o teatro, o direito e a arte (arquitectura, escultura e pintura).

A RELIGIÃO

 Os romanos eram politeístas (adoravam vários deuses) e adoptaram deuses gregos, tendo apenas mudado os seus nomes. Tinham dois tipos de cultos: Privado ou familiar e público. No séc. IV, o cristianismo passou a ser a religião oficial do império.                                                                                

TPC

1. Quais foram os povos que deram origem a civilização romana? 2. Explique a fundação da cidade de Roma, segundo a lenda. 3. Roma era uma sociedade esclavagista: a) Quais foram as principais formas ou fontes de obtenção de escravos em Roma? b) Que tipo de escravos existiam em Roma e como eram tratados? 4. Enumera as três fases da evolução política de Roma? 5. Explica como se formou o Império Romano; 6. Identifica o 1º Imperador Romano e enumera os seus poderes (funções); 7. Indica três causas da crise e queda do império romano.

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