OS REGIMES DITATORIAIS
OS REGIMES DITATORIAIS: Fascismo, Nazismo e Corporativismo
Os regimes totalitários/ autoritários ou ditatoriais surgiram em alguns
países da Europa devido as dificuldades enfrentadas após a 1ª GM e a crise de
1929 e, tinham alguns princípios
ideológicos comuns. O quadro abaixo apresenta os três exemplos típicos desses
regimes que deixaram marcas tristes e horríveis na história da humanidade.
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Regime |
País |
Líder |
Localização no Tempo |
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1. Fascismo |
Itália |
Benito
Mussolini |
1925-1943 |
|
2. Nazismo |
Alemanha |
Adolfo
Hitler |
1933-1945 |
|
3. Corporativismo |
Portugal |
António
Salazar |
1933-1974 |
CARACTERÍSTICA S OU PRINCÍPIOS
IDEOLÓGICOS DO FASCISMO E NAZISMO
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CARACTERÍSTICAS /PRINCIPIOS DO FASCISMO |
CARACTERÍSTICAS/PRINCIPIOS DO NAZISMO |
Diferenças entre Fascismo/Nazismo |
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·
Totalitarismo ou Primazia do Estado – Tudo no estado, nada contra o estado, nada fora do estado. § Culto do chefe - Concentrando todos os poderes nas suas mãos,
Mussolini exige a submissão e obediência dos italianos. ·
Nacionalismo - Defesa de
valores nacionais. ·
Imperialismo - Tendência para a dominação política e económica de
nações fracas, para restaurar a grandeza e o passado histórico do Império
Romano e da Itália. ·
Militarismo -Exercício
do poder assente na força militar “ Camisas Negras”. § Corporativismo - Agrupamento de patrões e operários em associações, com
o objectivo de resolver conflitos e tensões sociais, sob a fiscalização do
estado. ·
Combate ao socialismo e comunismo ·
Rejeição do parlamentarismo – Primazia do partido
“único”… |
·
Totalitarismo - O estado
controla, em absoluto, a vida política, económica, social e cultural da
sociedade. [Ou subordinação do
indivíduo ao estado e à vontade do chefe] ·
Racismo – defesa da
Superioridade da raça ariana no mundo. [Não
se tolera a mistura com outras raças, consideras inferiores.] ·
Anti-semitismo – ódio imortal, perseguição e extermínio aos judeus e seus descendentes (identificados com a agitação social). ·
Nacionalismo - União de
todos alemães num só estado. ·
Militarismo
– Exercício do poder assente na força militar. ·
Expansionismo ou imperialismo – Conquista do “Espaço Vital” para a criação de uma “Grande Alemanha” ou expansão alemã ” que permitisse o
crescimento da raça ariana, unida pela língua e pela cultura, num único
império. Nota: Os alemães diziam
“Devemos dispor de um território
segundo as nossas necessidades”. Isto resume a defesa do expansionismo. |
·
Reside na questão do
Racismo e do Anti-semitismo defendido só pelo Nazismo. |
1. A IMPLANTAÇÃO DO FASCISMO NA
ITÁLIA: Antecedentes
Após a IGM a Itália não recebeu
nenhuma recompensa em Versalhes (foi
enganada pelos aliados com promessas falsas de compensações em caso de vitória)
e mergulhou numa profunda crise económica
e social. Perante a incapacidade do governo em solucionar este problema,
sugiram a partir de 1919, na Itália, os “fascio” grupos constituídos por descontentes
(desempregados, antigos combatentes, etc.)
que, unindo-se, formaram em 1921, o Partido
Nacional Fascista, liderado por Benito
Mussolini (ex-combatente da IGM
e ex-militante do Partido
Socialista), cujos membros eram conhecidos por “Camisas Negras”, por se
vestirem de preto em sinal de luto da Itália.
Em 1922, os fascistas, apoiados pela burguesia e pelo exército atacam os
militantes socialistas, reprimem os grevistas e organizam uma Marcha Sobre Roma (marcha pacifica para pressionar o Rei Victor Manuel a convidar
Mussolini a formar um governo). Em consequência de tais acontecimentos,
a 29 de Outubro de 1922, o rei Victor Manuel III nomeia Mussolini 1⁰ ministro,
que governa a Itália de forma autoritária e, em 1925, instala a ditadura fascista militar. Entretanto, o
fascismo perdurou até a deposição de Mussolini, em 1943 e foi adoptado como
modelo, este regime, por vários países como: Portugal, Espanha, Austrália, Grécia, Turquia, Polónia, etc.
2. A GÉNESE DO NAZISMO
O Nazismo, foi um regime político implantado, na Alemanha, por
Adolfo Hitler, inspirado no fascismo italiano. A derrota alemã na 1ª GM
provocou uma grave crise económica caracterizada pela inflação, fome,
desemprego, greves, revoltas e, consequentemente pelo descontentamento popular.
Foi neste clima de descontentamento que surgiu em 1919 o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais
conhecido por Partido Nazi, liderado
por Adolfo Hitler, ex-combatente da
1ª GM, desde 1921. A incapacidade do
governo solucionar a crise favoreceu o Partido Nazi que, apoiado pelos grandes
industriais e banqueiros, nas eleições de 1932, torna-se o 1⁰ Partido
alemão. Em 1933, o
presidente da República Hindemburg,
nomeia Adolfo Hitler Chanceler (1⁰ Ministro), este no mesmo ano implantou o
Nazismo na Alemanha. Com a morte de Hindemburg (chefe de Estado), em Agosto de 1934, Hitler acumula os cargos de 1⁰ Ministro e Presidente, baniu os partidos políticos e, assume-se como o Guia supremo do Estado – o Fuhrer (em alemão).
Nota: Com vista a solucionar a crise posterior a IGM, agravada
pela Crise de 1 929, os regimes ditatoriais tomaram medidas proteccionistas, ou
seja, adoptaram uma política de Intervenção
Total do Estado na Economia e o expansionismo territorial.
3. CORPORATIVISMO
EM PORTUGAL
O Corporativismo ou Estado Novo
- é um regime ditatorial instituído em Portugal, após a Revolução de 28 de Maio
de 1926, liderado por António Oliveira Salazar
em 1933. O Estado Novo (também chamado por Salazarismo ou
Corporativismo), foi uma versão
portuguesa do fascismo italiano, dirigido por Salazar durante cerca de
40 anos, surgiu num contexto de instabilidade económica, social e política. Caracterizou-se
por um espírito: Nacionalista, autoritário, antiparlamentar, corporativista,
dirigista, conservador, repressivo
e colonialista. Este regime assentou
em três pilares básicos: O exército,
a burocracia e nas grandes corporações económicas.
O Estado Novo de Salazar e a
situação nas colónias portuguesas: O CASO DE MOÇAMBIQUE
O Estado Novo, no Acto
Colonial, aprovado e integrado na Constituição de 1933, considerou as
colónias como parte integrante do território nacional ou como possessões
imperiais inalienáveis de grande importância política e económica:
a) Politicamente - Constituíam uma forma de engrandecer o país e reforçar
a ideia de Império.
b) Economicamente
- Eram uma fonte de
matérias-primas para a indústria e um grande mercado para o escoamento da
produção agrícola e industrial portuguesa.
QUESTÕES
1.
Define o
Fascismo e o Nazismo e indica os seus limites cronológicos.
2.
Que condições favoreceram a formação do
Partido Nacional Fascista?
3.
Indique os princípios ou as características do fascismo
italiano.
4.
Qual foi o objectivo
da marcha sobre Roma.
5.
Diferencie o Fascismo do Nazismo.
6.
Quem instaurou o Corporativismo ou o Estado
Novo em Portugal?
7.
Explica a importância económica das colónias
para o Corporativismo ou o Estado Novo em Portugal?
AS PRIMEIRAS MANIFESTAÇÕES
NACIONALISTAS EM ÁFRICA E MOÇAMBIQUE
ARQUIVO: o desenvolvimento do nacionalismo africano visava por fim ao
sistema colonial.
Os povos africanos resistiram a penetração colonial entre finais do século
XIX e início do século XX, mas acabaram por ser derrotados por causa da
superioridade militar dos invasores e, sobretudo, pela falta de unidade entre
si. Contudo, apesar da derrota, a partir dos finais dos anos 50 (século XX), organizaram-se com o
objectivo de obter a sua independência.
As primeiras manifestações nacionalistas em África
iniciaram entre as duas guerras mundiais, no período de 1914-1945. Mas, foi a partir da II GM que os africanos começaram a
ter ideias mais precisas sobre como pôr fim ao colonialismo. Foi nesse período
que os africanos começaram a compreender que a exploração colonial não era
apenas de uma tribo ou grupo étnico, mas sim de toda a nação colonizada.
OS GRUPOS PROMOTORES DO
NACIONALISMO AFRICANO
O nacionalismo africano foi
promovido por todas as camadas ou grupos sociais: Chefes tradicionais, religiosos,
intelectuais, sindicatos, organizações juvenis, estudantes, imprensa e partidos
políticos.
FACTORES DO NACIONALISMO AFRICANO
1. O
abalo da I e II GM e suas consequências – Os soldados africanos que participaram nas duas Guerras
ao lado dos seus colonizadores, regressados em África lutaram pela
independência dos seus países.
2. A Politica dos EUA e da URSS - Por
razões diferentes os EUA (investimento de
capitais e obter matérias primas) e a URSS (defesa da ideologia - marxista) queriam o fim do colonialismo.
3. O
papel da ONU - A ONU Desenvolveu
entre as nações relações amigáveis, baseadas no respeito do princípio da
igualdade de direitos dos povos e do seu direito a autodeterminação ou de
disporem de si próprios.
4. O
Exemplo da emancipação da Ásia e África do Norte - A Conferencia de Bandung na Indonésia (1955),
reunindo países recém libertados, da Ásia e da África, deu um salto importante
na consolidação das ideias de independência.
5. As
Contradições internas do Colonialismo – Desde o seu surgimento, o sistema colonial sempre teve
contradições, uns criticavam duramente o sistema e outros iam mais longe ao
recusarem a sua existência.
6. O
papel desempenhado pelos intelectuais africanos.
O NACIONALISMO MOÇAMBICANO
O Nacionalismo moçambicano nasceu da contestação ao colonialismo ou a
dominação colonial portuguesa
(fundamentada na experiencia da discriminação, exploração, trabalho forçado e
outros aspectos do sistema colonial) e manifestou-se, principalmente, ao
nível das associações (ex NESAM – Núcleo dos Estudantes Secundários de Moçambique), da imprensa e da poesia,
na linha mais ampla da emancipação africana cuja expressão predominante foi o
que se chamou de Pan-Africanismo.
A imprensa e a literatura crítica desempenharam um papel chave. Poetas e escritores, como,
por exemplo: José Craveirinha, Kalungano (Marcelino
dos Santos), Rui Nogar, Noémia de Sousa, Rui de Noronha, João Dias, Luís
Bernardo Howana, Armando Emílio Guebuza, entre outros, deram o seu grande
contributo para o despertar do nacionalismo em Moçambique. Alguns dos jornais
mais importantes que contribuíram para o nacionalismo moçambicano foram: O Africano, O Brado Africano e Grémio
Africano (dos irmãos Albasini).
Questões
1.
Situe
no tempo o período da emergência do nacionalismo africano.
2.
Dá três exemplos dos grupos promotores do nacionalismo
africano.
3.
Menciona quatro factores do nacionalismo em
África.
4.
Explica como se manifestou, fundamentalmente o
nacionalismo moçambicano.
CONCEITOS
BÁSICOS∕ VOCABULÁRIO
Nacionalismo
- Conjunto de ideias que defendem
a soberania e a independência nacional face ao domínio das potências europeias;
Exaltação do sentimento nacional; Patriotismo; Formas de
luta pela independência dos países africanos através das organizações
políticas., etc.
Descolonização
– Processo pelo qual as colónias se
libertam do domínio político da metrópole, passando a ter um governo próprio.
Autodeterminação – Direito de um povo tomar nas suas mãos o seu próprio
destino, libertando-se do domínio das potências coloniais. Resulta da
consciencialização e afirmação da sua identidade nacional.
Pan-Africanismo – Movimento que procurou estabelecer a unidade do povo
africano em torno da ideia de libertação do continente da sua integração no
mundo.
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